Papeando com Daniel Argento

Hoje o Papeando é com o ilustrador Daniel Argento. Sua criatividade vem de muita imaginação e interesse em participar da elaboração de uma história! Os livros que ilustrou para a Editora Biruta foram Quando o rio separa a ponte une! e As quatro linhas – a hora da virada.

Ele conta que desde pequeno teve muita vontade de desenhar onde quer que estivesse, até nas carteiras da escola! Agora sua tela em branco é sua cabeça repleta de belas fantasias! Venham conferir esse bate-papo bem divertido!

Quem é Daniel Argento?

O Daniel é uma pessoa que nunca para de imaginar, ele inventa histórias a todo momento… O mundo fica muito mais interessante desse jeito!

O melhor lugar para o surgimento de riscos e rabiscos é…?

Uma carteira ou uma mesa, mas as crianças não devem fazer isso! (risos) Quando era pequeno, Daniel gostava de decorar as carteiras em que eu sentava na escola, então pedia permissão para a professora e desenhava com lápis na carteira no começo da aula e apagava tudo antes de ir embora. Era triste porque à vezes ele gostava muito de um desenho, mas no dia seguinte tinha um lugar para fazer outro… E a sua carteira era sempre a mais enfeitada e limpinha (risos). Agora que ele já é adulto, descobriu que o melhor lugar para fazer rabisco é aquele que a gente encontra quando tem uma boa ideia e a vontade de desenhar aparece… Só não vale fazer sujeira sem pedir para um adulto nem estragar as coisas.

O melhor amigo criado por você?

Acho que todas a figurinhas criadas pelo Daniel são boas amigas dele e talvez elas ficassem com ciúmes se ele escolhesse uma. O mais importante é que elas se dão todas muito bem… tão bem que às vezes é ele quem fica com ciúmes delas! (risos)

ilustra ponte

Uma viagem inesquecível seria nas páginas de qual livro?

Essa é fácil. A viagem mais legal que o Daniel já fez foi à terra chamada Fantasia no livro A história sem fim, do escritor Michael Ende. Conta a história do menino Bastian que se esconde para ler um livro misterioso e descobre um universo fantástico, cheio de heróis, vilões, monstros e dragões. Ele acompanha as aventuras do menino-guerreiro Atreyu contra o grande mal chamado “Nada” até que a sua história e a de Fantasia se misturam (de verdade, nas duas cores usadas para imprimir o livro).

Qual é seu companheiro favorito de aventuras?

A imaginação. O Daniel não sai de casa sem ela! (risos)

Ilustrar um livro é…

Fazer parte dele… Quando o Daniel ilustra um livro, é como se estivesse lá, participando de tudo. Meio maluco esse rapaz, né?

Se não inventasse mundos e personagens, o que Daniel faria?

Se não inventasse mundos e personagens, acho que o Daniel seria outra pessoa (risos)… Bom, essa outra pessoa poderia ser um professor meio esquisito, que daria aula de matemática ou de português de um jeito bem diferente, para mostrar que tudo o que se ensina na escola faz parte da vida sem a gente perceber. Assim é muito mais fácil e divertido aprender!

Por que livros para os pequeninos?

Porque são os pequenos que melhor entendem essa cabeça meio maluca do Daniel, cheia de princesas, duendes, bombeiros, jogadores de futebol, tatus, pelicanos, nuvens de algodão molhado e balas de amendoim crocante. Em livros de adulto essas coisas ficam estranhas…

Onde fica/o que você faz quando busca inspiração?

Qualquer coisa dá inspiração para o Daniel, então, quando quer ter uma ideia bem precisa, ele dá uma volta pela cidade e vê coisas bem diferentes. Não tem erro: ele acaba encontrando inspiração para criar um avião vendo um bolo de milho na padaria ou tendo uma ideia para uma corrida de girafas em bicicletas enquanto pega o trem.

A melhor tela em branco é…

A cabeça da gente. Qualquer coisa que a gente faça na nossa cabeça, planeje bem e decida realizar dá certo. É só adicionar uma pitada de dedicação e um punhado de vontade. Quando era pequeno, o Daniel ouviu de um professor chamado Manuel Grau que todo mundo que sabe escrever sabe desenhar… é só aprender a enxergar direito o mundo e colocar o que está na nossa cabeça no papel. Isso serve para tudo, não só para o desenho: ter uma ideia e realizá-la no mundo real. Então a maior dica do Daniel é: não importa a idade que vocês têm, nunca deixem de imaginar!

miolo as quatro linhas

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