Qual o seu ano novo?

Em A Maravilhosa Jornada dos Peruanos Cabeludos, de Robert Ingpen, os Peruanos Cabeludos (um povo fantástico e com seres bem pequeninos, que são capazes de viajar dentro de uma chaleira) saem do Peru e percorrem uma longa jornada pelo mundo até chegarem a uma nova terra, a Austrália. Na história de Ingpen, os peruanos cabeludos habitam a região do Peru no mesmo período que os Incas – um povo que viveu há 500 anos e até hoje desperta muita curiosidade.

Falando em Incas, uma curiosidade cultural desse povo é seu calendário. Ele possui 365 dias no ano, mas seus meses são divididos em doze diferentes luas, conforme observação do Sol, permitindo maior controle sobre suas plantações. Como esse povo se espalhava em uma extensa área do continente, cada região tinha uma data de início do ano: para a grande maioria, o ano começava em agosto-setembro, com a semeadura, e acabava em junho-julho, depois das colheitas. Tão perto, havia os Maias e os Astecas, distintos povos que também possuíam calendários próprios. O calendário Maia funcionava como duas engrenagens que se complementam e o Asteca era baseado no ano solar, possuindo 365 dias.

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Calendário Inca

Como a proximidade de nossa virada do ano, vamos conhecer mais sobre os calendários utilizados nas culturais atuais?

O calendário adotado em quase o mundo todo, inclusive pelo Brasil, é o gregoriano. Ele existe desde 1582, e foi constituído pelo Papa Gregório XIII, que teve tinha como objetivo atualizar o calendário vigente até então: o Juliano. Ele possui 365 dias divididos em 12 meses com quatro semanas de sete dias cada. Outro calendário ainda vigente é o chinês: ele é baseado tanto nas fases da lua como a posição do sol.  Segundo a lenda chinesa, cada ano novo se refere a um dos doze animais sagrados que compareceram ao encontro promovido pelo Buda (rato, boi, tigre, coelho, dragão, cobra, cavalo, cabra, macaco, galo, cão e porco). 2014 será considerado o ano do cavalo! De acordo com a mesma lenda, o ano novo chinês teve origem depois que o povo conseguiu derrotar uma besta gigante que engolia seres humanos. Eles perceberam que o monstro tinha medo da cor vermelha e conseguiram assuntar o gigante. Desde então, esse dia ficou marcado como um novo começo e todo novo ano eles usam a cor vermelha na celebração.

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Calendário Chinês

Outro calendário que é adotado é o calendário judaico. Ele também é baseado na lua e seu ano é composto apenas por 354 dias. O início do ano se dá em setembro, quando houve a criação do espírito de Adão. O ano novo judaico, chamado de Rosh Hashaná, não é comemorado com grandes festas e eventos, pelo contrário, é um momento em que os judeus refletem sobre o passado e sobre o que será feito de melhor no futuro. O rito de introspecção também é representado pelo shofar, um instrumento tocado nessa data para representar os judeus de muito tempo atrás, ainda nômades. O som emitido por ele é tão estridente que é associado a um alarme, para que a reflexão realizada não seja esquecida.

Mesmo nos países ocidentais, em que o calendário é o mesmo, cada cultura tem um rito e superstições que segue na virada do ano. Seja pulando as sete ondas, soltando fogos de artifícios ou dançando ao fundo de uma boa música, o final do ano é um momento de muita reflexão, planos e felicidade para todos, independentemente do lugar do mundo.

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Shofar – instrumento usado no ano novo judaico

As Editoras Biruta e Gaivota desejam um feliz ano novo para todos, repletos de alegria e saúde! Seja qual for a maneira que vocês forem comemorar, que seja muito biruta!
FELIZ 2014!

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