Papeando com Januária Cristina Alves

Nossa conversa hoje será com a autora de Crescer não é perigoso, publicado pela Editora Gaivota.

Januária Cristina Alves cresceu em Pernambuco, escreveu seu primeiro livro com 18 anos! Com mais de 30 livros publicados, ela conta para gente como tem suas inspirações e seu amor por histórias.

Vamos conferir?

Quem é Januária Cristina Alves?

Uma pessoa que sabe muito pouco e por isso, está sempre em busca de saber mais.

Saber mais sobre tudo o que me cerca, inclusive sobre mim mesma! “Quem sou eu?” é a eterna pergunta que o ser humano carrega vida afora e eu acho que se a gente conseguir respondê-la com precisão a gente morreu! Enquanto estamos vivos e em movimento buscaremos esta resposta…

O melhor lugar para o surgimento de riscos e rabiscos é…?

Durante uma conversa inteligente e bem humorada! Pego a minha cadernetinha e anoto frases, impressões, sentimentos… Que depois se transformam em histórias!

O melhor amigo criado por você?

Cada personagem é um amigo, inclusive amigo de verdade, literalmente falando. Meus amigos sabem que, de repente, podem “se ver” num livro meu. Muitos personagens, muito amigos, muitas histórias…

Uma viagem inesquecível seria nas páginas de qual livro?

Ah, fui para a Grécia quando li “O Minotauro” do Monteiro Lobato e de lá, nunca mais saí… Também viajei pelo Brasil e conheci seu folclore maravilhoso quando li “O Saci”, também dele, pois a obra de Lobato foi meu passaporte para o mundo!

Mas já viajei muito mais: morei na Inglaterra quando li os romances de mistério de Agatha Christie ou as peças de Shakespeare, e também viajei ao passado quando li Machado de Assis. Fui pra Minas Gerais e para o Rio de Janeiro nas crônicas de Fernando Sabino, sempre dando muitas risadas, e também tive o privilégio de me embrenhar no sertão pelas páginas dos livros do Graciliano Ramos. Muitas viagens inesquecíveis que eu nem conseguiria descrever aqui…

Qual é seu companheiro favorito de aventuras?

Minha família. Meu marido Rubens e meus filhos Pedro e André. Estar na companhia deles é sempre a melhor aventura!

Escrever um livro é…

… se reinventar. É poder ser muitos sendo um só, é ser realmente livre.

Se não inventasse mundos e personagens, o que Januária faria?

Seria bailarina. Seria uma bailarina clássica, que bailaria leve e livre…

Por que livros para os pequeninos e jovens?

Porque eles são muito, muito mais criativos e divertidos! E sabem ler com coração…

Onde fica/o que você faz quando busca inspiração?

Leio um livro, vejo um bom filme, viajo olhando pela janela do carro ou então, converso e converso com as pessoas… É nas trocas que me inspiro para a tarefa de escrever.

A melhor página em branco é…

… aquela que eu começo a preencher com um mundo de histórias!…

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