Claro como Clarice – Enciclopédia Biruta

Nos livros da Editora Biruta e Editora Gaivota, é muito comum viajarmos para vários lugares distantes e conhecermos personagens bem diferentes. Alguns de nossos autores gostam de misturar localidades e personagens reais com uma história fantástica, criando assim obras superinteressantes. Na seção Enciclopédia Biruta você vai poder conhecer melhor esses personagens e lugares.

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Clarice Lispector inspira e é inspirada. Um sopro de vida e sensibilidade que vem por meio de suas obras, sempre recheadas de subjetividade. Uma escritora sentimental, que diz sem falar e fala sem dizer. Até seu nascimento foi algo subjetivo: nasceu na Ucrânia, mas é brasileira. Como?

Mãe de dois filhos, casada com um diplomata, viveu pelo mundo e teve o mundo a seus pés. De maneira tímida no exterior, a imaginação fica naqueles olhos enormes dando um sorriso sem-humor, como quem não quer nada; enquanto seu interior é uma verdadeira tempestade em alto-mar.

Bastava pegar a máquina de escrever e posicionar uma folha, que mundos eram criados. Não no sentido literal, claro: Clarice escrevia sobre tudo sem sair do interior de seus personagens. Sua escrita revelava muita alma e coração.

Sua primeira obra publicada foi Perto do coração selvagem (1943). Antes disso, no entanto, já era possível ver todo o potencial da escritora com contos como Triunfo, de 1940. A partir daí, mais e mais obras foram surgindo – clássicos, como A Maçã no Escuro (1953), Laços de Família (1960), A Paixão Segundo G.H. (1964), A Hora da Estrela (1977). A escritora faleceu pouco antes da publicação deste último, um de seus romances mais famosos.

Como a grande dama da literatura, Clarice foi muito apreciada por diversos escritores. E, é fácil perceber a influência da autora em algumas das obras da Editora Biruta. A mais expressiva é Lis no Peito – Um livro que pede perdão, de Jorge Miguel Marinho. O próprio título do livro já remete ao nome de Lispector, e nos dá a idéia de que ela será presença marcante na obra – o que, de fato, acontece.

Clarice também está presente em crônicas. Na Curva das Emoções, na crônica A Revelação de Clarice Lispector, também de Jorge Miguel, é exposta a situação de uma jovem que leu e se identificou com o romance A Paixão Segundo G.H., e acaba incorporando a própria personagem que queria sair de seu molde humano. O final é surpreendente e provoca reflexões, das quais apenas Clarice seria capaz.

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